Guia de campo do Claude Code em português
Claude Code no Windows: PowerShell nativo ou WSL?
O Claude Code roda direto no Windows, sem WSL: um comando no PowerShell instala, sem ser administrador (p. 8). O WSL 2 continua sendo uma opção, e a diferença que mais pesa entre os dois caminhos é o sandbox de comandos, que não existe no Windows nativo (p. 30). Abaixo, o que cada caminho pede e quando vale trocar.
A resposta curta
| Windows nativo (PowerShell) | Dentro do WSL 2 | |
|---|---|---|
| Instalar | irm https://claude.ai/install.ps1 | iex | curl -fsSL https://claude.ai/install.sh | bash, no terminal do WSL |
| Onde fica | %USERPROFILE%\.local\bin\claude.exe | ~/.local/bin/ da distribuição |
| Comandos do sistema | Ferramenta PowerShell; com o Git for Windows, também a Bash | Bash do Linux |
| Sandbox de comandos | Não existe | Existe, com bubblewrap e socat |
| Office e pastas do Windows | Direto: é para onde as 22 receitas do livro foram escritas | As receitas do livro não foram escritas para ele |
Para quem quer usar o Claude Code em tarefas de escritório (planilha, PDF, pastas, e-mail), o nativo é o caminho: as receitas do capítulo 13 do guia foram escritas para o PowerShell e o Office do Windows (p. 113). Para quem precisa de uma cerca em volta dos comandos, o WSL 2.
Instalar sem WSL
O Claude Code é um executável único, sem Node.js nem outro runtime, e roda no Windows 10 versão 1809 ou mais novo
(p. 8). Abra o PowerShell pelo menu Iniciar (o prompt começa com PS C:\; sem o PS, é o CMD) e cole:
PowerShell
irm https://claude.ai/install.ps1 | iex
Depois, numa janela nova, claude --version responde o número da versão seguido de "(Claude Code)".
Se o Windows disser que "claude" não é reconhecido, é o PATH, não falta de WSL: o artigo sobre esse erro, ao lado,
mostra a conferência em duas linhas.
Git for Windows: o que muda sem WSL
Sem o Git for Windows, o Claude Code roda os comandos do sistema pela ferramenta PowerShell. Com ele, ganha também a ferramenta Bash, que usa o Git Bash, e o Monitor, que acompanha processos em segundo plano (p. 8). Instale com "Add to PATH" marcado. Se ele estiver fora da pasta padrão, aponte o caminho no settings.json:
Arquivo ~\.claude\settings.json
{
"env": {
"CLAUDE_CODE_GIT_BASH_PATH": "C:\\Program Files\\Git\\bin\\bash.exe"
}
}
O arquivo apontado tem de se chamar bash.exe ou sh.exe; git-bash.exe é ignorado (p. 8).
O que só o WSL 2 dá: o sandbox
As regras de permissão olham o texto do comando; o sandbox olha o que o comando faz. É uma cerca que o sistema operacional põe em volta dos comandos de shell que o Claude roda: escrita só na pasta de trabalho e na pasta temporária, rede só pelos domínios que você liberar. Com a cerca, o Claude Code pode deixar esses comandos rodarem sem perguntar (p. 30).
No Windows nativo não há sandbox: os comandos saem sem cerca, e por padrão a sessão segue assim. O sandbox
roda no macOS, no Linux e no WSL 2. No WSL 2 ele precisa do bubblewrap e do socat, e o comando /sandbox
mostra o que falta (p. 30). Com "failIfUnavailable": true no settings, a sessão se recusa a abrir onde o
sandbox não sobe, em vez de seguir sem ele.
Dois cuidados que o guia registra: hooks, servidores MCP locais e a status line rodam fora do sandbox, com o seu
acesso; e a leitura continua aberta por padrão, inclusive a ~/.ssh, até você fechá-la com
sandbox.filesystem.denyRead (p. 30). Trava que não pode falhar pede sandbox no WSL 2, hook ou contêiner
(p. 32).
Login dentro do WSL
Na primeira vez, o login abre o navegador. No WSL, se o navegador mostrar um código em vez de voltar ao terminal,
cole-o em "Paste code here if prompted" (p. 10). O navegador não abriu? Tecle c para copiar o endereço e
cole-o no navegador do Windows.
Modo de permissão: o mesmo nos dois
Nos dois caminhos, a sessão abre no modo auto, em que um classificador decide o que aprovar: em todo plano desde a 2.1.284;
nos planos Pro, Max e Team, já desde a 2.1.233 no Windows nativo e a 2.1.228 no WSL (p. 25 e p. 113). Para aprovar cada passo você mesmo, abra com
claude --permission-mode default, o modo Manual que todas as receitas do guia usam.
Então, qual escolher?
- Escritório, Office, pastas do Windows, primeiro contato: nativo, pelo PowerShell, com o Git for Windows.
- Projeto de código que já vive no Linux, ou necessidade de cerca nos comandos: WSL 2, com o sandbox ligado.
- Os dois: pode. Mas são duas instalações, cada uma com a sua pasta
~/.claude; o que você configura numa não vale na outra.
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