Guia de campo do Claude Code em português
Memória persistente no Claude Code: o que ele lembra, onde guarda e como corrigir
O Claude Code abre cada sessão sem a conversa anterior na janela. O que passa de uma sessão para a outra vem de arquivos: o CLAUDE.md, que você escreve, e a auto memory, que o próprio Claude escreve enquanto trabalha (p. 47). Abaixo, como a auto memory funciona, o limite do que carrega e como mantê-la limpa.
Duas memórias, dois autores
| CLAUDE.md | Auto memory | |
|---|---|---|
| Quem escreve | Você | O Claude, enquanto trabalha |
| Para quê | Comandos, convenções, armadilhas do projeto | O que ele julga útil numa conversa futura |
| Onde fica | Na pasta do projeto, vai para o git | ~\.claude\projects\<projeto>\memory\, só nesta máquina |
| O que carrega na abertura | O arquivo inteiro | O começo do índice MEMORY.md |
O jeito de escolher qual das duas recebe uma informação é o pedido: "lembre que os testes precisam do Redis local" grava na auto memory; "acrescente isto ao CLAUDE.md" grava no arquivo do projeto (p. 47). O que a equipe inteira precisa saber vai para o CLAUDE.md, porque a auto memory não sai do seu computador.
O que a auto memory guarda
Ela vem ligada nas sessões locais. O Claude grava uma nota por arquivo, de quatro espécies, marcadas no campo
type: quem você é (user), correções que você deu (feedback), prazos e decisões
que o código não mostra (project) e onde achar coisas fora do projeto (reference). O que o
próprio código já diz, ela não guarda (p. 47). Desde a versão 2.1.214, cada nota com cabeçalho YAML ganha, na próxima vez
que o Claude a escreve, o campo modified, com a data da última escrita.
Um exemplo: você diz "use pnpm, não npm". O Claude cria feedback_pnpm.md na pasta de memória e acrescenta
uma linha no índice MEMORY.md que aponta para ela. Na sessão seguinte, a linha do índice já está na janela;
o arquivo da nota só é lido se o Claude precisar dele.
O limite: 200 linhas ou 25 KB
Na abertura da sessão entram só as primeiras 200 linhas ou os primeiros 25 KB do MEMORY.md. Da linha 201 em diante, nada carrega sozinho, e as notas ficam no disco até o Claude abrir uma (p. 47). Por isso o índice precisa ser curto: uma linha por memória, com o detalhe dentro do arquivo da nota. Um índice que cresce sem revisão esconde as memórias mais novas, que costumam ir para o fim.
A pasta é desta máquina e é a mesma para todas as worktrees do repositório: o que o Claude aprendeu numa worktree vale nas outras (p. 47).
Ver, corrigir e apagar
As notas são Markdown comum. Digite /memory na sessão para abrir a pasta e editar ou apagar qualquer uma
(p. 47). Vale revisar de tempos em tempos: uma nota velha, como um comando que mudou de nome, continua sendo lida como se
fosse verdade.
PowerShell: listar as notas de memória de todos os projetos
Get-ChildItem "$HOME\.claude\projects\*\memory\*.md" |
Select-Object LastWriteTime, Length, FullName
Desligar
Há três caminhos, do mais amplo ao mais pontual (p. 47):
- o seletor dentro do
/memory; "autoMemoryEnabled": falseno settings.json de um projeto;- a variável de ambiente, só para o terminal aberto:
PowerShell: sessão sem auto memory
$env:CLAUDE_CODE_DISABLE_AUTO_MEMORY = "1"
claude
Memória não é a conversa
A auto memory guarda notas, não o histórico. Para continuar a conversa de onde parou, com tudo o que foi dito, use
claude -c (a última conversa desta pasta) ou claude -r (escolher qual) (p. 13). E, dentro de
uma sessão longa, instrução dada só no chat some no /compact: o CLAUDE.md da raiz e a auto memory são relidos
do disco, e o resto vira resumo (p. 48). Regra que precisa sobreviver vai para um dos dois arquivos, não para a conversa.
Projeto com AGENTS.md
Se o repositório tem um AGENTS.md e nenhum CLAUDE.md, CLAUDE.local.md ou .claude\CLAUDE.md na pasta atual
ou acima, o Claude o lê no lugar, sem configuração. Basta um desses, até um CLAUDE.local.md pessoal, para o AGENTS.md sair
e valer só o CLAUDE.md (p. 47 e 48); o /config, em Project instructions, muda isso. No Windows, para um arquivo servir às duas
ferramentas, ponha no CLAUDE.md a linha @AGENTS.md em vez de criar um link simbólico (p. 47).
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