Guia de campo do Claude Code em português
Modo automático do Claude Code: o que ele faz sem perguntar e como trocar de modo
Salvo configuração em contrário, a sessão do Claude Code no terminal começa em modo auto: ele edita arquivos e roda comandos sem pedir licença a cada passo, e um classificador em segundo plano barra o que parece arriscado (p. 13). Abaixo, o que isso quer dizer, os outros cinco modos e como escolher o seu.
Como saber em que modo você está
A barra de status, embaixo do prompt, mostra o modo ativo: ⏵⏵ auto mode on no automático,
⏸ manual mode on no Manual (p. 13). Desde a versão 2.1.284 o auto é o modo inicial em todo plano, no terminal e
no VS Code. Se o modelo não aceitar o auto ou a organização o tiver desligado, a sessão começa em Manual.
Os seis modos
| Modo | Roda sem perguntar | Para quê |
|---|---|---|
| default (Manual) | Só leituras | Trabalho sensível, código que você não conhece |
| acceptEdits | Leituras, edições e comandos de arquivo (mkdir, mv, cp, rm…) na pasta de trabalho | Revisar depois, pelo git diff |
| plan | Leituras; edição só depois de você aprovar o plano | Explorar antes de mudar |
| auto | Quase tudo, com um classificador revisando | Tarefas longas, menos interrupção |
| dontAsk | Leituras e o que está em allow; o resto é negado | CI e scripts |
| bypassPermissions | Tudo, salvo uma lista curta | Só contêiner ou VM isolada |
A tela chama o default de Manual; no settings.json e nos hooks o valor é default, e a linha de comando
aceita manual como apelido (p. 24). No PowerShell, o acceptEdits libera também Set-Content, Add-Content,
Clear-Content e Remove-Item na pasta de trabalho. Em todos os modos, uma regra deny bloqueia; uma regra ask nega no
dontAsk e, nos outros, pergunta, mesmo em auto e em bypassPermissions.
Trocar no meio da sessão
Shift+Tab troca de modo. Partindo do auto, o primeiro aperto vai para Manual, e o ciclo segue Manual → acceptEdits → plan → auto (p. 24). No Windows, Alt+M faz o mesmo quando o Shift+Tab não responde (p. 13). O dontAsk nunca entra no ciclo, e o bypassPermissions só entra se a sessão abriu com ele liberado.
Começar sempre em Manual
Para uma sessão só, passe o modo na abertura:
PowerShell
claude --permission-mode manual
Para toda sessão de terminal nesta máquina, grave o modo no settings do usuário (p. 25); um projeto que ponha outro
defaultMode no .claude\settings.json, como acceptEdits ou plan, vence esse valor:
~\.claude\settings.json
{
"permissions": {
"defaultMode": "default"
}
}
Vale o primeiro que existir: a flag --permission-mode, depois o defaultMode de um
settings.json, e por fim o padrão embutido. Um cuidado: "auto" e "bypassPermissions" postos no
settings do projeto (.claude\settings.json) não valem, cada um de um jeito (p. 25): o bypassPermissions abre a
sessão em Manual, e o auto faz o Claude Code pular também o defaultMode do seu settings de usuário e usar o padrão
embutido, que no terminal é o auto. Um repositório clonado com "auto" passa por cima do seu Manual; só a flag
--permission-mode manual garante o Manual nesse caso. No app de desktop, o modo escolhido no seletor fica gravado por pasta e vence o defaultMode.
Quem aprova no auto mode
No auto, quem aprova no seu lugar é um segundo modelo, o classificador. Por padrão ele roda no Sonnet 5, não no
modelo do /model (p. 28). Leitura e edição na pasta de trabalho passam sem consulta, fora das pastas
protegidas; comandos de shell, rede e ferramentas MCP vão ao classificador. Se ele bloqueia, o Claude recebe o motivo,
em geral o nome da regra, como [Data Exfiltration], e a ação não roda.
O classificador recebe as suas mensagens, as chamadas de ferramenta e o CLAUDE.md, mas não a saída das ferramentas:
um arquivo ou uma página com instruções escondidas não chega a quem julga (p. 28). Ao entrar no auto, o Claude Code
suspende as regras allow largas demais, como Bash(*) ou PowerShell(*); regras estreitas, como
Bash(npm test), continuam. No Enterprise e em conta de API, as chamadas do classificador contam tokens.
Qual usar
Nas primeiras sessões, ou em código que você não conhece, o Manual mostra cada passo antes de acontecer. Para pesquisar sem tocar em nada, o plan: o Claude lê, explora e escreve um plano, e só edita depois que você aprova (p. 25). O auto serve para tarefa longa num projeto com git, em que um commit antes da mudança grande deixa tudo reversível. O bypassPermissions tira também as checagens de segurança e a documentação o reserva para contêineres e VMs sem internet.
Leia também
- Claude Code: fotos de recibos viram planilha de despesas no Excel
- Claude Code: renomear PDFs pelo conteúdo, com desfazer
- “claude” não é reconhecido: corrigir o Claude Code no Windows
- Quanto custa o Claude Code em reais: Pro, Max e o plano grátis
- Claude Code no VS Code e no Cursor: extensão, terminal ou os dois
- Claude Code no Windows: PowerShell nativo ou WSL?
- Limites do Claude Code: sessão, semanal e como ler o /usage
- Comandos do Claude Code: a cola dos que você usa toda semana
- Como atualizar o Claude Code: Windows, WinGet, npm e Mac
- CLAUDE.md no Claude Code: o que é e como escrever o seu
- Skills no Claude Code: o que são e como criar a sua
- MCP no Claude Code: como instalar e usar um servidor
- Claude Code no GitHub: @claude no pull request com o GitHub Actions
- Claude Code vs Codex: preço, instalação no Windows e o que muda
- Claude Code tem memória? Como ele lembra entre sessões (auto memory)
- Hooks no Claude Code: o que são, com exemplos no Windows
- Claude Code no celular: funciona? Como controlar pelo app Claude
- Claude Code ou GitHub Copilot: preço em reais e qual escolher
- Claude Code ou Cursor: qual é melhor e quanto custa o Claude
- Claude Code com Ollama: modelo local grátis, como configurar
- Subagentes no Claude Code: o que são e como criar o seu
- Claude Code para iniciantes: tutorial completo no Windows
- Claude Code: login, chave de API e os erros mais comuns
- Como instalar o Claude Code no Mac e no Linux